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Nobody's Home


Nobody's Home - A Casa de Ninguém
Capítulo 7 - Onde os Fantasmas Não Entram 33 anos Lívia e a Dra. Beatriz, a sua psicóloga O consultório da Dra. Beatriz era um espaço de luz filtrada de tons de pastel, onde o único ruído constante era o tic-tac rítmico de um relógio de parede. Lívia, agora com trinta e três anos, estava sentada numa poltrona de veludo cinzento. A maturidade trouxera-lhe uma expressão mais serena, mas os olhos ainda guardavam a profundidade de quem atravessou incêndios internos. As suas mãos
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há 3 dias14 min de leitura


Nobody's Home - A Casa de Nínguem
Capítulo 6 - A Geometria do Arrependimento Lívia e a Fuga dos "Gabrieis" O sono, quando finalmente reclamou Lívia, não trouxe o esquecimento, mas sim uma descida abrupta a uma divisão da sua mente que ela tinha mantido selada a sete chaves. No topo do Hotel do Fim do Mundo, com a cabeça encostada ao betão gélido e o cheiro a tabaco de Nico a servir de última âncora à realidade, ela mergulhou. No sonho, a sala dourada era diferente. Não havia piano, apenas o peso de livros esc
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há 5 dias14 min de leitura


Nobody's Home - A Casa de Ninguém
Capítulo 5 - O Peso das Sombras Vivas A Fuga de Lívia Lívia sentiu o coração bater contra as costelas como um animal enjaulado no momento em que os seus olhos se abriram, subitamente arrancados daquela pista de dança onde o mundo tinha parado. O suor frio na sua testa contrastava com o calor residual da memória do toque de Gabriel, uma lembrança tão vívida que ela quase conseguia sentir a pressão dos dedos dele no seu braço e o som daquela voz baixa que lhe prometera o incênd
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6 de mar.20 min de leitura


Nobody's Home: A Casa de Ninguém
Capítulo 4 - A Dança do Ponto de Não Retorno Capitulo 4: Lívia e Gabriel O som da guitarra de Nico, agora mais calmo e fluido, funciona como um gatilho que estilhaça a barreira entre o presente gélido do Hotel do Fim do Mundo e o calor abafado daquela casa que a avó lhe deixara. Lívia fecha os olhos e, por um instante, o cheiro a asfalto e a metal é substituído pelo odor a tabaco enrolado, incenso barato e ao álcool que parecia evaporar dos poros de todos os que ali viviam.
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4 de mar.12 min de leitura


Nobody's Home: Casa de Ninguém
Capítulo 3: O Mapa das Cicatrizes Capitulo 3 - Lívia e Nico A transição do ar estagnado e pesado da estação de metro para a violência da rua foi um choque térmico e sensorial que atacou Lívia em todas as frentes. Não era uma chuva gentil de final de tarde; ela açoitava o asfalto com uma fúria gélida, cada gota uma pequena bala de água dobrada pela força do vento. O vento, esse sim, era o verdadeiro agressor, uivando entre os arranha-céus de aço e vidro como um animal ferido,
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28 de fev.21 min de leitura


Nobody's Home - A Casa de Ninguém
Capítulo 2: A Ressonância da Luz Nobody's Home - Nico e Lívia — Sou o Nico, já agora — disse o rapaz, e o som da sua voz era surpreendentemente suave para o ambiente austero em que se encontravam. Ele tirou a guitarra da capa gasta, um tecido que parecia ter protegido o instrumento através de inúmeras viagens e histórias. O violão, à primeira vista, era uma explosão de personalidade e história. Estava cheio de autocolantes desbotados, restos de bilhetes de concertos e etiqu
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25 de fev.14 min de leitura


Nobody's Home - A Casa de Ninguém
Capítulo 1: Sombras no Asfalto Nobody's Home: A Casa de Ninguém (Lívia e Nico) A chuva naquela cidade não lavava nada. Era uma espécie de lamento químico, uma névoa fria e pesada que se recusava a purificar; apenas empurrava a fuligem contra o passeio, transformando o mundo numa aguarela cinzenta, pastosa e borrada que cheirava a asfalto molhado e desespero. O cheiro era constante, uma camada invisível que se agarrava à roupa e à pele. Lívia puxou o capuz do casaco encharcad
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23 de fev.21 min de leitura
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